Sob críticas, Dilma lança plano de combate ao crack

Governo federal promete R$ 4 bi até 2014 em ações de prevenção e repressão

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Governo federal promete R$ 4 bi até 2014 em ações de prevenção e repressão

O governo federal lançou ontem um novo plano de combate ao crack que prevê câmeras móveis nas cracolândias e ampliação de unidades para a internação involuntária de usuários de drogas.

Pontos da proposta, como internação involuntária e verba para comunidades terapêuticas, foram intensamente criticados nos últimos meses dentro e fora do governo.

O enfrentamento à droga foi bandeira de campanha da então candidata petista, que apontou o crack como “inimigo número 1” do Brasil.

O governo prevê usar R$ 4 bilhões no plano até 2014. Estados e municípios que aderirem terão recursos federais.

Parte das ideias -ampliação de leitos para dependentes e atendimento 24 horas- constava de plano do então presidente Lula, em 2010.

Equipes de rua
O plano de Dilma prevê ampliar os “consultórios de rua” -equipes de saúde para abordar usuários- de 92 para 308 até 2014.

Segundo o ministro Alexandre Padilha (Saúde), as equipes determinarão a internação involuntária dos dependentes e informarão o Ministério Público.

A ampliação da rede para adultos e jovens de 10 a 18 anos pode intensificar a internação involuntária.

A internação dos usuários não tem prazo fixo, pode ser curta ou longa, diz Padilha. Ela poderá ser feita em unidades de acolhimento -novas 408 para adultos e 166 para jovens- ou nas comunidades terapêuticas.

O plano prevê também ações de prevenção e a repressão ao tráfico de drogas.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que pretende espalhar câmeras para monitorar cracolândias. Ele alegou questões de segurança para não dar detalhes.

O Conselho Federal de Psicologia e 34 entidades alertaram o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) sobre riscos do financiamento público de comunidades terapêuticas e da internação compulsória -um passo além da involuntária.

No mês passado, o Conselho Federal de Psicologia apontou violação de direitos humanos em 68 comunidades terapêuticas no país.

Fonte: Folha de S. Paulo

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