Pfizer investe R$ 40 milhões na fábrica de Guarulhos

Laboratório farmacêutico vai ampliar portfólio e transferir produção global de medicamentos para o país

A Pfizer inaugura na segunda-feira duas novas linhas de produção em sua fábrica de Guarulhos.

O investimento de R$ 40 milhões, realizado nos últimos dois anos, vai ampliar o portfólio de produtos globais produzidos no Brasil.

Medicamentos de saúde animal como Rimadyl (para cães) e Draxxin (suínos e bovinos) terão sua produção transferida da Europa. Do Brasil, serão agora exportados para diversos países do mundo, inclusive os EUA.

Outro medicamento de saúde bovina, o Treo ACE, desenvolvido no Brasil e até então produzido apenas para o mercado doméstico, agora terá produção excedente para abastecer também o mercado internacional.

No lado da saúde humana, o investimento permitirá substituir importados. O Revatio, que parte da mesma molécula do Viagra e é usado para o tratamento de hipertensão pulmonar, passará a ser produzido localmente.

Inaugurada há 50 anos, a fábrica de Guarulhos é uma das cinco mais modernas da multinacional norte-americana, que conta com 87 unidades no mundo.

Cerca de 30% da produção nacional é exportada.

O diretor de manufatura da Pfizer, Marcelo Luna, explica que o investimento aumentará a capacidade de produção de 15% a 20%. “Além desse aumento de capacidade, estamos preparando a fábrica para o futuro, tornando-a mais flexível e atualizada tecnologicamente.”

Segundo Luna, a Pfizer investe anualmente R$ 10 milhões no Brasil. “A fábrica de Guarulhos sempre se manteve atualizada, mas este é o ciclo mais pesado de investimento dos últimos anos.”

Com 600 funcionários, a fábrica trabalha em três turnos e produz medicamentos líderes de vendas como Viagra e Lípitor. Além de Guarulhos, a empresa tem unidades em Itapevi e Campinas.

Oitavo maior laboratório do país, a Pfizer Brasil faturou R$ 3,5 bilhões em 2010.

A indústria farmacêutica registrou vendas de R$ 36,23 bilhões no país no ano passado, segundo o Sindusfarma, o sindicato das indústrias. A expectativa é de alta de 10% neste ano.

Fonte: Folha de S. Paulo

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