Empresa monitora saúde de alto executivo

‘Personal doctors’, planos especiais e programas contra tabagismo e sedentarismo fazem parte de política corporativa

A oferta de planos de saúde de alto padrão, que têm até “personal doctor”, é a nova estratégia das empresas para reter altos executivos, que chegam a receber salários mensais de R$ 100 mil.

Entre os mimos oferecidos estão médicos à disposição 24 horas por dia (que orientam a pessoa por telefone ou vão até a casa dela) e enfermeiras obstetras que acompanham a gravidez e o pós-parto das executivas ou das mulheres dos executivos.

Recente pesquisa da Michael Page, multinacional especializada em recrutamento de executivos, mostrou que 70% dos diretores de RH apontam a retenção de talentos como o principal desafio nas grandes corporações.

Para especialistas da área (“headhunters”), mais do que gordos salários, um bom plano de saúde se tornou o fiel da balança na hora de decidir o rumo da carreira.

“Muitas empresas já estendem os benefícios de um plano top para a família do executivo, especialmente nos cargos de média e alta gerência. Isso faz toda a diferença”, diz Sergio Sabino, diretor de marketing do grupo Michael Page para a América Latina.

Segundo ele, um plano que dá direito aos melhores médicos e hospitais passou a fazer parte do pacote de remuneração e benefícios.

“Isso tem vindo às mesas de negociação nos últimos dois anos. Não se pergunta mais se o plano é extensivo à família, mas sim qual a faixa que cobre, a quais hospitais e laboratórios dá direito”, diz.

Para a gerente de recompensas da International Paper, Muna Hammad, altos salários deixaram de ser os únicos atrativos no mundo dos negócios. “Cada vez mais as pessoas se preocupam com qualidade de vida.

Ter um bom plano de saúde passou a ser prioridade”, diz ela.

Além de oferecer às empresas as mais variadas opções em planos de saúde, a International Paper tem um programa que incentiva mudanças rápidas e efetivas no dia a dia dos executivos. Os primeiros resultados já apontam redução do tabagismo e do sedentarismo, por exemplo.

Na opinião de Hamilton Teixeira, da IRC Global Executive Search Partners, outra empresa que recruta executivos, a preocupação com um plano de saúde aumenta com a idade. “Até os 35 anos, homens são muito egocentrados. Somente após o primeiro filho começam a se preocupar com o plano de saúde.”

Ele acredita, no entanto que, isoladamente, o convênio médico ainda não é um fator decisivo para o funcionário trocar de emprego ou se manter nele.

“Mas a ausência do plano ou um convênio muito ruim é fator de ruído que pode influenciar na decisão [de ir ou não para outra empresa].”

Para o publicitário Luiz Lara, sócio da agência Lew’Lara, a preocupação com um bom plano de saúde nunca esteve tão presente entre os executivos. “Todos os meus amigos têm no plano de saúde um alicerce fundamental.”

Aos 49 anos, Lara paga R$ 7.200 por um plano top da Omint (que dá direito ao “personal doctor”) e tem como dependentes a mulher e os quatro filhos. “É a maior tranquilidade na vida. A liberdade de poder usar o médico que quiser e ter esse custo coberto não tem preço”, diz ele.

Fonte: Folha de S. Paulo

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