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Contratação de planos de saúde acompanha economia e apresenta desaceleração

12/12/2014
As contratações de planos de saúde médico-hospitalares apresentam sinais de desaceleração, em sintonia com o fraco desempenho da economia. A constatação está no boletim "Saúde Suplementar em Números", produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

A contratação de planos de saúde médico-hospitalares cresceu 2,8% entre setembro de 2014 e o mesmo mês do ano anterior. Houve, em números absolutos, acréscimo de 1,4 milhão de beneficiários, o que equivale a praticamente toda a população de Porto Alegre (1,47 milhão de pessoas). Com o resultado, o total de vínculos chegou a 50,6 milhões. No mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional recuou 0,2%.

O boletim constata que, considerando as comparações dos terceiros trimestres de 2010 a 2014, a taxa de crescimento em 12 meses do total de beneficiários cedeu de 5,9%, em 2010, para 2,8%, em 2014. Essa desaceleração na taxa de crescimento acompanhou o menor ritmo do crescimento do PIB no período.

"O momento econômico é de incerteza e expectativa. Se a economia melhorar, o mercado de planos de saúde acompanhará o crescimento.", afirma Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS. Ele explica que, embora as contratações dos planos registrem crescimento superior ao PIB, observa-se uma desaceleração consideravelmente acentuada entre o terceiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2014. "Esse é um indicativo importante de queda de ritmo", analisa.

A desaceleração se mostra de forma mais acentuada na contratação de planos coletivos empresariais, aqueles que são disponibilizados pelas empresas para os seus funcionários. Esse tipo de plano saiu de um patamar de crescimento de 11,1 %, no terceiro trimestre de 2010 em comparação ao mesmo período do ano anterior, para uma alta de 3,8%, no terceiro trimestre de 2014. No terceiro trimestre de 2013, o crescimento foi de 6,4%. "O índice de 3,8% ainda é alto, mas já foi melhor", explica Carneiro.

Carneiro explica que o crescimento ainda alto dos planos coletivos empresariais se deve ao fato de que, apesar da retração do PIB, o saldo líquido de criação de postos de trabalho tem se mantido positivo (ainda que também esteja crescendo em ritmo bastante inferior ao registrados em períodos anteriores). Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, indicam a criação de pouco mais de 290 mil vagas de trabalho no terceiro trimestre de 2014. "O benefício do plano de saúde é fundamental para a atratividade e retenção de talentos nas empresas. Por isso, é compreensível que esse tipo de plano continue crescendo, mas a persistente desaceleração da economia pode indicar uma tendência de desaceleração do setor", afirma.

Outro ponto de destaque é que a contratação de planos de saúde tem apresentado maior impulso para a população com 59 anos ou mais. Na comparação entre o terceiro trimestre de 2014 e o mesmo período de 2013, o total de beneficiários com 59 anos ou mais cresceu 4,6%. No mesmo período, o total de beneficiários com idade entre 19 e 58 anos avançou 2,8%, e o de beneficiários com até 18 anos, 2%. O comportamento, com a última faixa etária crescendo em ritmo superior as demais, é constante desde março de 2013 (18 meses, portanto). Reflexo do envelhecimento da população brasileira, que já conta com 11,3% de pessoas com 60 anos ou mais, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda de acordo com o IBGE, a população de idosos deve alcançar 18,6% do total já em 2030, o que levanta questões sobre o impacto do envelhecimento na saúde suplementar, na saúde pública e, também, na previdência.

O boletim Saúde Suplementar em Números é produzido pelo IESS com base nas informações que acabam de ser atualizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Acesse a íntegra em www.iess.org.br.

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.
 


Fonte: Assessoria de Imprensa IESS