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Prova para médicos tem 97% de presença

Prova para médicos tem 97% de presença

12/11/2012
Alunos protestaram contra realização do exame em pelo menos três cidades de SP

Sob protestos de estudantes, mas com abstenção de apenas 2,46%, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) aplicou ontem seu exame obrigatório para 2.924 médicos recém-formados do Estado.

De acordo com o presidente do conselho, Renato Azevedo Júnior, ainda não é possível dizer se houve boicote por parte de alguns candidatos que, contrários ao exame, ameaçavam apontar apenas a alternativa "b", de boicote, nas respostas das questões.

"O resultado foi muito bom. A prova não tem caráter punitivo. Trata-se de uma avaliação real da qualidade da formação médica em São Paulo. Precisamos saber se esses médicos sabem o básico, o imprescindível para fazer um bom atendimento e não colocar em risco a vida das pessoas", disse Júnior.

Realizado desde 2005, o exame passou a ser obrigatório neste ano. Quem não tiver o certificado de participação não recebe o registro.

Em 2011, 418 pessoas compareceram ao teste, que teve 46% de reprovação.

Foram registradas manifestações de estudantes nos locais dos exames, com faixas, camisetas, panfletos e palavras de ordem, em São Paulo, Campinas e Botucatu.

O estudante da Unicamp (Universidade de Campinas) Josué Augusto do Amaral Rocha fez a prova ontem e diz que sua turma "fechou" em boicotar a prova.

"O exame passa uma falsa sensação de segurança à população de que está avaliando os médicos. Não somos contra medir a qualidade do ensino, mas é preciso englobar nisso a infraestrutura da faculdade, o corpo docente, o local dos estágios e não somente testar o estudante", afirmou Rocha.

O Cremesp informou que provas que foram alvo de boicote não serão incluídas em análises de resultados e que elas irão passar por avaliação do departamento jurídico do conselho, que irá estudar se há medidas a serem tomadas.

Os resultados dos exames devem sair no início de dezembro e serão encaminhados ao Ministério da Educação e às instituições de ensino de medicina do Estado.


Fonte: Folha de S. Paulo