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Serviços de saúde devem prezar pela segurança dos pacientes

Serviços de saúde devem prezar pela segurança dos pacientes

10/10/2014
SINDHOSPRU dará orientações sobre o tema

A preocupação com a segurança dos pacientes é um tema cada vez mais importante não só para hospitais de grande porte, mas para qualquer estabelecimento de saúde. O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), iniciativa do Ministério da Saúde, define uma série de normas e protocolos que devem ser seguidos pelos estabelecimentos e profissionais de saúde a fim de se diminuir os acidentes e eventos adversos.

Entre essas normas, tem destaque a prevenção de agentes nocivos por meio da correta limpeza e desinfecção de superfícies nos estabelecimentos. "A adequada limpeza e desinfecção de superfícies ambientais garante um ambiente seguro e limpo tanto para os clientes internos, como externos", explica Silvana Torres, enfermeira e especialista em controle de infecção hospitalar.

A especialista destaca que é preciso diferenciar a limpeza doméstica da hospitalar, pois onde se concentram pacientes podem ser encontrados micro-organismos relacionados às mais variadas doenças. "Inclusive aqueles resistentes a várias classes de antimicrobianos, os quais podem ser transmitidos de um paciente para outro através de superfícies ambientais, quando esta limpeza e desinfecção não é adequada e as mãos dos profissionais e visitantes não são higienizadas entre um toque e outro", diz.

Os serviços de saúde, como clínicas, hospitais e laboratórios, por sua vez, ainda enfrentam carência de informações em relação ao tema, e muitas vezes acabam realizando procedimentos de limpeza de forma incorreta. "Não raro encontramos a execução da limpeza em hospitais, clínicas, ambulatórios etc. sendo feita com equipamentos e materiais de limpeza domésticos, ou auxiliares de limpeza com EPI [equipamentos de proteção individual] inadequados ou ausentes, sem utilização de técnicas corretas e o uso indiscriminado de produtos químicos", alerta Torres.

Exemplo disso é o uso do pano de chão, abolido há mais de 20 anos em hospitais de muitos países, como EUA, Canadá e na Europa. "O pano de chão representa riscos tanto para o trabalhador da limpeza, como para as superfícies do ambiente. No momento que torce o pano, o trabalhador pode torcer junto um objeto perfurante ou cortante deixado inadvertidamente no piso, e a água do balde onde o pano será enxaguado mantém-se contaminada, disseminando esta contaminação para outras dependências", lembra.

Curso para o setor
Ciente da seriedade que o tema exige e do compromisso com o setor que representa em Presidente Prudente e região, o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de Presidente Prudente e região - SINDHOSPRU promoverá, no próximo dia 15 de outubro, o curso "Segurança do Paciente em Serviços de Saúde - Limpeza e Desinfecção de Superfícies".

Direcionado a profissionais e gestores ligados aos serviços de limpeza e desinfecção nos serviços de saúde, o curso será conduzido por Silvana Torres, mestranda em Infectologia pelo Departamento de Medicina da UNIFESP, especialista em Controle de Infecção Hospitalar e Administração Hospitalar pela Universidade São Camilo e pós-graduada em Desenvolvimento Organizacional e Enfoque Sistêmico na Administração pela FEA - USP. Também é autora de livros e docente da UNIFESP.

"Os participantes terão oportunidade de conhecer as boas práticas de limpeza e desinfecção de superfícies em serviços de saúde, as principais medidas de prevenção e controle das infecções relacionadas às superfícies ambientais; a prevenção de doenças ocupacionais; equipamentos e materiais adequados, principais produtos químicos e cuidados na utilização e monitoramento da qualidade da limpeza", explica a docente.

O curso promovido pelo SINDHOSPRU é realizado em conjunto com o IEPAS - Instituto de Ensino e Pesquisa na Área da Saúde, entidade dedicada ao ensino e atualização profissional voltada para o setor de saúde. José Carlos Barbério, presidente do instituto, destaca a importância do tema tratado pelo sindicato. "A Drª Silvana cuidará de levantar os principais problemas que afetam a segurança dos pacientes, nos setores de maior risco, para destacar depois os recursos humanos envolvidos em seus aspectos comportamentais e as legislações relativas".

Para mais informações e efetuar a inscrição, clique aqui.



Fonte: Comunicação FEHOESP