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Boletim Econômico da FEHOESP aponta crescimento da saúde privada no Brasil

Boletim Econômico da FEHOESP aponta crescimento da saúde privada no Brasil

12/02/2020

A FEHOESP acaba de lançar o Boletim Econômico de número 9, que realizou um raio X do setor saúde em 2019, apurando crescimento do segmento privado, tanto em número de serviços e leitos como em geração de empregos

Segundo o Boletim, foram abertos no país 12.364 novos estabelecimentos de saúde privados no ano de 2019 (dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES), apontando um aumento de 5,2%. Dos 12.364 novos serviços privados, destacam-se a abertura de 8.554 consultórios, 1.315 clínicas e ambulatórios especializados e 827 empresas dedicadas à prestação de serviços de apoio à diagnose e terapia. Os segmentos de home care e policlínicas privados apresentaram crescimento idêntico, de 15,9%.

O setor privado de saúde abriu, em 2019, 3.463 novos leitos, com crescimento de 2,2%, enquanto o Sistema Único de Saúde (SUS) fechou 3.959 leitos, o que significa redução de 1,2% no número total de leitos no Brasil.

Segundo Yussif Ali Mere Jr, presidente da FEHOESP e do SINDHOSP, a iniciativa privada da saúde tem investido muito na saúde brasileira, trazendo os mais inovadores tratamentos e respondendo por 65% dos investimentos em saúde no país.

No entanto, ele alerta que a proposta de unificar PIS e COFINS na Reforma Tributária, e criar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), pode aumentar significativamente a carga tributária para as empresas de saúde, que são extremamente dependentes de mão de obra. “A reforma tributária não pode desestimular a manutenção e até mesmo o incremento de postos de trabalho”, destaca.

Empregos crescem na saúde 

No acumulado do ano de 2019, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, houve abertura de 90.125 novas vagas com carteira assinada nas atividades do setor de hospitais, clínicas e laboratórios no Brasil, totalizando o contingente de 2.319.231 trabalhadores. Entre as atividades, destaca-se a criação de 45.811 postos de trabalho na atividade “atendimento hospitalar” e também a geração de 17.289 vagas de trabalho na atividade “médica ambulatorial”, no período em questão, em relação a dezembro de 2018. 

Saúde em franca expansão 

O setor da saúde brasileiro encerrou o ano de 2019 com pelo menos 80 fusões e aquisições envolvendo operadoras, hospitais, clínicas e laboratórios, sendo o maior volume de transações desde 2000. Segundo especialistas, este movimento deve continuar em 2020. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou 31 pedidos de aprovação de compra de controle em 2019, um aumento de 24% quando comparado a 2018.

O país está consolidado como o oitavo maior mercado de saúde do mundo, dispondo de 6.742 hospitais e mais de 2 milhões de profissionais de saúde, entre médicos, auxiliares, técnicos e enfermeiros. Atualmente, o Brasil ocupa o nono lugar mundial em gastos com saúde, com 9,1% do PIB, ou US$ 1.109 per capita (mais de R$ 300 bilhões por ano, segundo o Sebrae). A quarta população médica do mundo, com 2,18 profissionais por mil habitantes é a brasileira. 

Para Yussif Ali Mere Jr, esse crescimento da saúde privada deve continuar a depender de políticas públicas que incentivem e priorizem o segmento da saúde. “A iniciativa privada e o setor filantrópico iniciaram atividades complementando os serviços que a área pública não podia suprir. Hoje, os investimentos privados superam os públicos e propiciam ao país atendimento de primeiro mundo e medicina de ponta. Paralelamente, precisamos melhorar o financiamento e a gestão da saúde pública”, finaliza o presidente da FEHOESP.