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SINDHOSP forma comissão para tentar reduzir ISS em Campinas 

SINDHOSP forma comissão para tentar reduzir ISS em Campinas 

27/03/2018

A comissão formada por representantes dos estabelecimentos de saúde de Campinas, liderada pelo SINDHOSP, esteve no dia 23 de março na Prefeitura Municipal daquela cidade para formalizar o manifesto contra o reajuste de 2% para 5% do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), sobre o faturamento de todas as empresas prestadores de serviços.  

O encontro do grupo, que contou com o apoio da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC), foi com o secretário de Finanças do município, Tarcísio Campos Cintra, e resultou na proposta de criação de um comitê técnico formado por empresas de saúde, o SINDHOSP e a SMCC para demonstrar por meio estudos e levantamentos por que pleiteiam que a alíquota para à saúde retorne ao percentual anterior. 

“Os custos na saúde já são bem altos e não temos como absorver este reajuste, pois não há a contrapartida dos planos de saúde. Dificilmente isso não chegará ao usuário final. Além disso, o reflexo também será sentido no SUS, porque muitos estabelecimentos podem fechar e com os serviços privados mais caros, os pacientes irão recorrer ao sistema público já inchado”, ressaltou o presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Junior. 

A presidente da SMCC, Fátima Bastos, explicou também que os médicos serão muito onerados com a medida. O motivo é o pagamento da tributação pela atividade e pelos insumos que usam, como raio-x, kits laboratórios e equipamentos, que entram junto com os honorários. “O aumento do imposto impacta muito por que o médico não tem como repassar esse custo para nenhum convênio. A consulta não muda de valor e os contratos já estão prontos uma vez que são feitos anualmente. Sem poder repassar, eles terão de arcar e poderão precisar demitir funcionários, resultando em desemprego.”

O grupo técnico de estudos sobre o imposto será composto por representantes das duas entidades e visa demonstrar aos técnicos da prefeitura campineira os custos da assistência médica e o impacto do ISS na saúde.

Também participaram da reunião os diretores do SINDHOSP e da FEHOESP Luiz Fernando Ferrari Neto e Antonio Carlos de Carvalho; os secretários de Assuntos Jurídicos, Silvio Roberto Bernardin, e de Relações institucionais, Wanderley de Almeida; e os vereadores de Campinas Marcos Bernardelli (PSDB) e Luiz Carlos Rossini (PV).

 

Por Fabiane de Sá