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Federação opina sobre projeto do futuro prefeito

Federação opina sobre projeto do futuro prefeito

25/11/2016
O presidente da FEHOESP e do SINDHOSP, Yussif Ali Mere Jr, deu entrevista para a reportagem do Jornal Folha de S. Paulo sobre o programa Corujão da Saúde que o prefeito eleito João Dória pretende implantar na capital paulista na sua futura gestão.
 
Para o presidente da Federação, a iniciativa é positiva porque vai otimizar recursos e desafogar o gargalo existente na saúde há muitos anos. Confira: 
 
Doria negocia acordo com a Santa Casa em promessa do 'corujão da saúde'
Em meio a uma grave crise financeira, mas com capacidade ociosa de atendimento estimada em cerca de 2.000 pessoas ao dia, a Santa Casa de São Paulo deverá ocupar papel central no programa "Corujão da Saúde" na futura gestão João Doria (PSDB).
 
Principal bandeira de campanha tucana na área da saúde, o programa prevê o uso de instalações da rede hospitalar privada das 20h às 8h para zerar, no prazo máximo de um ano, uma fila estimada em 417 mil exames.
 
O objetivo do prefeito eleito é ter uma rede de 50 hospitais privados no programa.
 
 Até a última quinta (23), 41 instituições já estavam apalavradas com a equipe de transição para firmar convênios com o município a partir de janeiro –a prefeitura repassa recursos, e a instituição coloca funcionários e equipamentos à disposição para exames.
 
A possibilidade de utilização da Santa Casa no programa surgiu em conversas nos últimos dias entre o futuro secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, e integrantes da cúpula do hospital.
 
Esse acordo será conveniente para ambos os lados.
 
Primeiro, para a própria gestão Doria, porque conseguiria reduzir uma das principais críticas ao "corujão": o horário de atendimento.
 
Isso porque a Santa Casa tem capacidade para agendar atendimentos a partir das 14h, já que seus 1.300 procedimentos diários estão concentrados entre 7h e 14h –durante a campanha, Doria disse que os exames poderiam ser feitos de madrugada.
 
No caso da Santa Casa, outro atrativo é a localização. O hospital fica na região central, próximo a terminais de ônibus e estação de metrô.
 
Além disso, o convênio será uma forma de o município ajudar financeiramente o hospital, que luta para manter as portas abertas e tem dívida estimada em R$ 800 milhões.
 
Uma ideia do risco que isso representa ocorreu em julho de 2014, quando os ex-administradores do hospital fecharam o pronto-socorro por um período de cerca de 30 horas.
 
O valor do convênio, se confirmado, dependerá da quantidade e tipo de serviços contratados -a Santa Casa tem um leque superior a 35 tipos de exames e especialidades (de pediatria a geriatria).
 
Parceria 
A ideia de parceira com a Prefeitura de São Paulo também tem simpatia das entidades privadas de saúde, que já marcaram agendas de trabalho para o início de dezembro.
 
Nesses encontros, deverão ser definidos a capacidade de atendimento e os valores dos serviços prestados. Em geral, as negociações em torno do "corujão" têm ocorrido entre a equipe de transição e as associações médicas, não diretamente com os hospitais.
 
"Para os nossos hospitais, eu diria que é menos uma questão de negócio e mais uma contribuição social com aquilo que a gente acha que a cidade merece", disse Francisco Balestrin, presidente da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).
 
"Nós vamos participar, sim, mas movidos por esse princípio. Princípio de colaboração cidadã", completou.
 
 Balestrin disse que a rede privada já faz exames e atendimentos na madrugada e fins de semana e, por isso, não vê motivos para críticas com relação aos horários. Essa seria uma experiência que o serviço público pode absolver.
 
"A demanda de saúde continua de noite e no final de semana, nos feriados, inclusive. A doença não sabe que ela tem que acontecer de segunda a sexta, das 8h às 17h."
 
O presidente do SINDHOSP (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo), Yussif Ali Mere, disse considerar essa parceira benéfica a todos, incluindo ao próprio setor.
 
"Acho uma ideia muito boa porque otimiza recursos. Nós imaginamos que seja bom para o serviço e, principalmente, porque vai desafogar esse gargalo na saúde que existe há anos", disse ele.
 
"Estamos levantando o que as clínicas podem oferecer para a prefeitura no espaço ocioso que elas possuem."