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Venda de genéricos cresce 11,75% em 2015 e registra pior resultado nos últimos 3 anos

Venda de genéricos cresce 11,75% em 2015 e registra pior resultado nos últimos 3 anos

11/02/2016
As vendas de medicamentos genéricos somaram R$ 5,9 bilhões em 2015, alta de 11,75% em relação a 2014, período em que o resultado foi de R$ 5,3 bilhões. Embora expressivo, trata-se do pior desempenho financeiro do setor nos últimos três anos.
 
As informações são da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, já considerando o preço de aquisição dos medicamentos pelos consumidores nas farmácias, incluindo todos os descontos praticados pela cadeia (industrias, distribuidores e varejo).
 
Confira o desempenho comparado do setor nos últimos três anos:

Ano

2012

2013

 

Crescimento %

R$

4.074 bilhões

4.668 bilhões

 

14,59%

Ano

2013

2014

 

Crescimento %

R$

4.668 bilhões

5.363 bilhões

 

14,88%

 

Ano

2014

2015

 

Crescimento %

R$

5.363 bilhões

5.994 bilhões

 

11,75%

 
 
Acima da média
Apesar de abaixo das expectativas do segmento, os genéricos apresentaram desempenho acima da média do mercado farmacêutico (incluindo todas as categorias de produto), que ficou na casa dos 10,65%, acumulando vendas totais de R$46,4 bilhões, contra R$41,9 bilhões em 2014. 
 
Os genéricos tiveram também desempenho superior ao registrado pelos similares, produtos de cópia que desde 2014 são do ponto de vista sanitário equivalentes aos produtos de referência. As vendas de similares cresceram 9,14% entre 2014 e 2015, somando vendas acumuladas de R$3,6 bilhões no ano passado contra R$3,3 bilhões em 2014. A mesma dinâmica se percebe com os produtos de referência, que são os produtos com proteção patentária. As vendas deste segmento acumularam em 2015 R$17,8 bilhões, contra R$16,3 bilhões em 2014, apresentando crescimento de 9,29%.
 
“Como podemos observar, os genéricos seguem com o papel de impulsionador do crescimento do setor farmacêutico no país. Por responder por uma fatia importante do faturamento das maiores indústrias em operação no Brasil, a diminuição do ritmo de crescimento nas vendas da categoria preocupa os empresários de uma forma geral”, explica Telma Salles, presidente executiva da PróGenéricos.
  
Volume: acesso mais lento pode impactar a saúde pública
Em unidades, os genéricos apresentaram crescimento de 12,19% no volume vendido no passado. Foram comercializadas 978.333 milhões de unidades contra 872.044 milhões em 2014. Em volume, as vendas de genéricos em 2015 superaram os resultados alcançados em 2014 em relação a 2013, porém, ficaram menores do que a expansão registrada em 2013 em relação a 2012, que foi de 15,71%.
 
Para a presidente da PróGenéricos, Telma Salles, o baixo desempenho da economia brasileira em 2015 foi determinante para um crescimento abaixo do esperado. “Nossa expectativa era de um crescimento de pelo menos 15% em volume. Com o encarecimento dos custos de produção, afetados por fatores como a alta do dólar e o aumento do custo da energia, a rentabilidade do setor vem sendo afetada, o que pode desestimular investimentos em inovação e até mesmo no lançamento de novos genéricos”, afirma a executiva.
 
O market share dos genéricos atingiu a marca de28,88% em unidades no fechamento de 2015, contra 27,64% alcançado em dezembro de 2014. Em valores, os genéricos bateram a marca 12,91% de participação de mercado. 
 
“Nos últimos três anos não avançamos mais do que 2% na participação de mercado em volume, o que significa que o acesso vem ocorrendo de forma mais lenta. Isso significa que menos pessoas têm conseguido comprar seus medicamentos no Brasil justamente em um momento em que assistimos o envelhecimento da população. A longo prazo, essa realidade pode provocar grandes estragos na saúde pública do país. Doentes crônicos que não fazem acompanhamento terapêutico de suas enfermidades sofrem riscos de complicações mais sérias, que certamente irão onerar o sistema de saúde, seja público ou privado”, afirma.