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O que fazer quando os funcionários voltam de quarentena?

O que fazer quando os funcionários voltam de quarentena?

07/04/2020

Embora não haja específica sobre o assunto, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, publicou no Boletim Epidemiológico nº 07, de 06/04/2020, nas páginas 27 e 28 Estratégias de Afastamento Laboral com a finalidade de recompor com segurança a força de trabalho em serviços essenciais, com algumas medidas para disponibilização de testes.

Para que o Médico possa verificar se há necessidade de afastamento do trabalhador e se está apto ao retorno às atividades foi estabelecido um roteiro com avaliação de sintomas e exames, como se pode observar abaixo:

ESTRATÉGIA DE AFASTAMENTO LABORAL

Objetivo

Recompor com segurança a força de trabalho em serviços essenciais, com trabalhadores de serviços de saúde e segurança, nível superior, médio ou fundamental, dos setores de saúde e segurança, seja pública ou privada. Diante da disponibilidade de testes, essas medidas serão adotadas para outros trabalhadores da cadeia produtiva.

Condições para implementação

- Identificação dos profissionais em isolamento domiciliar;

- Disponibilidade de teste RT-PCR em tempo real e/ou teste rápido sorológico (ver Guia de Vigilância como usar - www.saude.gov.br/coronavirus )

- Registrar os resultados no sistema hps://nofica.saude.gov.br Orientações para afastamento e retorno às atividades Quem deve ficar em isolamento

- Trabalhadores que apresentam Síndrome Gripal ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, segundo definições (ver Guia de Vigilância Definições Operacionais - www.saude.gov.br/coronavirus ).

- Contato próximo domiciliar Quem tem risco de doença grave: São condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações e casos graves:

- Pessoas com 60 anos ou mais;

- Cardiopatas graves ou descompensados (insuficiência cardíaca, infartados, revascularizados, portadores de arritmias, Hipertensão arterial sistêmica descompensada);

- Pneumopatas graves ou descompensados (dependentes de oxigênio, portadores de asma moderada/grave, DPOC);

- Imunodeprimidos;

- Doentes renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5);

- Diabéticos, conforme juízo clínico; e

- Gestantes de alto risco. Quanto tempo deve durar o isolamento

- Por 14 dias corridos a partir da data de início dos sintomas, sem necessidade de testagem OU

- Após comprovação diagnóstica laboratorial OU

- Após avaliação de médico atestando a segurança do retorno

- RT-PCR negativo com coleta oportuna (ver Guia de Vigilância Investigação Laboratorial do Coronavírus - www.saude.gov.br/coronavirus ) pode retornar para as atividades laborais se menor de 60 anos;

- RT-PCR negativo com coleta oportuna (ver Guia de Vigilância Investigação Laboratorial do Coronavírus - www.saude.gov.br/coronavirus ) pode retornar para as atividades laborais se maior de 60 anos, conforme quadro abaixo.

Critério laboratorial por teste rápido sorológico após 7 dias de início dos sintomas

- Pessoa sintomática em isolamento: Teste rápido com presença de IgM/IgG positivo para COVID-19 realizado a partir do sétimo (7º) dia após início de sintomas, não necessita de confirmação com RT-PCR e deve permanecer em isolamento até o 14 dia.

- Pessoa assintomática em isolamento: Teste rápido com presença de IgM/IgG positivo para COVID-19 realizado a partir do sétimo (7º) dia após início de sintomas, não necessita de confirmação com RT-PCR e deve permanecer em isolamento até 72 horas após o desaparecimento dos sintomas. Critério clínico epidemiológico

- Se apresentar SG ou SRAG, ficar em isolamento por 14 dias corridos;

- Se iniciou Oseltamivir (Tamiflu), dentro de até 48 horas a partir do início dos sintomas, e houve melhora clínica com o desaparecimento dos sintomas (febre e sintomas respiratórios), retornar e usar máscara cirúrgica até o final dos 14 dias;

- Se a febre desaparecer sem uso de antitérmicos, aguarde 7 (sete) dias em isolamento a contar da data de início dos sintomas ou 72 horas (3 dias) após desaparecimento dos sintomas para retornar ao trabalho;

- Desaparecimento dos sintomas respiratórios.

Que cuidados devo tomar ao retornar ao trabalho

- Higienização frequente das mãos e objetos de trabalho;

- Uso de máscara cirúrgica ao retornar para o trabalho, mantendo o seu uso por 14 dias após o início dos sintomas, se o retorno for anterior aos 14 dias

- Em caso de impossibilidade de afastamento de trabalhadores do grupo de risco, estes não deverão ser escalados em atividades de assistência ou contato direto com pacientes suspeitos ou confirmados de COVID-19 e deverão ser mantidos em atividades de gestão, suporte, assistência nas áreas onde NÃO são atendidos pacientes suspeitos ou confirmados de COVID-19.

 

Confira a íntegra do Boletim Epidemiológico 07:

Para que a Empresa maior segurança na avaliação de seus trabalhadores que retomam as atividades, é recomendável a realização de exame de retorno, que embora somente seja exigido para afastamentos acima de 30 dias, pode ser adaptado neste momento de pandemia.

A emissão de Atestado de Saúde Ocupacional - ASO, deve estar baseada na avaliação médica do trabalhador.

Departamento jurídico do Sindhosp orienta que para emitir Atestado de Saúde Ocupacional o Médico formule alguns questionamentos ao trabalhador e anote no prontuário do mesmo:

- sintomas do trabalhador,

- com quem mora,

- situação de saúde dessas pessoas com quem mora (idade, doenças, hábitos, etc - para verificar se podem oferecer risco ao trabalhador de contrair a doença fora do ambiente de trabalho),

- se utiliza transporte público ou particular,

- hábitos (fuma, bebe, exercita-se?),

- alimentação,

- cumprimento de isolamento,

- medicações recomendadas e utilizadas,

- se há condições de cumprir a quarentena (se no lugar onde mora há água, sabão, álcool gel, etc),

- se há na vizinhança casos de contágio pelo COVID 19, e,

- os exames realizados antes e após o afastamento.

 

A recomendação da Associação Nacional dos Médicos do Trabalho pode ser útil, veja pelo link abaixo:

(https://www.anamt.org.br/portal/wp-content/uploads/2020/03/RECOMENDACAO_1_ANAMT_2020_v1.pdf)

 

FONTE: Departamento Jurídico do Sindhosp.