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Sistemas de tomografia computadorizada tem novos requisitos da Anvisa

20/01/2020

Divulgamos a Instrução Normativa nº 55/2019 que estabelece requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança em sistemas de tomografia computadorizada médica, bem como a relação mínima de testes de aceitação e de controle de qualidade que devem ser realizados pelos serviços de saúde, determinando as respectivas periodicidades, tolerâncias e níveis de restrição.
 

A íntegra para conhecimento:

AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR
INSTRUÇÃO NORMATIVA ANVISA Nº 55, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2019
Diário Oficial da União; República Federativa do Brasil. Seção 1, 26 dez. 2019, p.129-130

Dispõe sobre requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança em sistemas de tomografia computadorizada médica, e dá outras providências.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das atribuições que lhe confere o art.15, III e IV, aliado ao art. 7º, III e IV, da Lei n.º 9.782, de 26 de janeiro de 1999, e ao art. 53, VI, nos §§ 1º e 3º do Regimento Interno aprovado  pela Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n° 255, de 10 de dezembro de 2018, em reunião realizada em 17 de dezembro de 2019, resolve:


CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS


Art. 1º Esta Instrução Normativa estabelece requisitos sanitários para a garantia da qualidade e da segurança em sistemas de tomografia computadorizada médica, bem
como a relação mínima de testes de aceitação e de controle de qualidade que devem ser realizados pelos serviços de saúde, determinando as respectivas periodicidades, tolerâncias e níveis de restrição, conforme Anexo I desta Instrução Normativa.
Parágrafo único. O rol de testes do Anexo I desta Instrução Normativa deve ser  complementado pelos testes de aceitação e de controle de qualidade estabelecidos pelo fabricante do sistema avaliado e pelas demais normativas aplicáveis.
Seção I
Das características dos equipamentos e dos processos
Art. 2º Todo equipamento de tomografia computadorizada médica deve possuir:
I - blindagem no cabeçote de modo a garantir nível mínimo de radiação de fuga, restringida à taxa de kerma no ar de 1 mGy/h (um miligray por hora) a 1 (um) metro do ponto focal, quando operado em condições de ensaio de fuga, comprovada com  certificado de adequação emitido pelo fabricante na instalação do tubo de raios X;
II - filtração total permanente do feixe útil de radiação de, no mínimo, o equivalente a 2,5 mm (dois inteiros e cinco décimos de milímetro) de alumínio;
III - meios que permitam a determinação visual do plano de referência;
IV - dispositivo que permita ao operador interromper, a qualquer instante, qualquer  aquisição de duração maior que 0,5 s (cinco décimos de segundo);
V - indicação visual, no painel de controle, dos parâmetros de técnica, incluindo  espessura de corte, colimação e incremento de varredura, antes do início de uma série;
VI - meios para ajustar os números de CT, de modo que os dados de calibração no  fantoma com água ou material equivalente produzam números iguais a 0 (zero);
VII - modulação automática de corrente, para equipamentos comercializados após a  publicação desta Instrução Normativa;
VIII - protocolos pediátricos, para equipamentos utilizados em pediatria;
IX - tecnologia helicoidal, para equipamentos comercializados após a publicação desta  Instrução Normativa;
X - indicação do Índice de Dose em Tomografia Computadorizada Médio (CTDIW) ou  Índice de Dose em Tomografia Computadorizada Volume (CTDIVOL) e do Produto Dose
x Comprimento (DLP), para equipamentos comercializados após a publicação desta Instrução Normativa; e
XI - relatório de dose em padrão DICOM, para equipamentos comercializados após a publicação desta Instrução Normativa.
Art. 3º A emissão de raios X, enquanto durar a exposição radiográfica, deve ser  indicada por sinal sonoro e luminoso localizado no painel de controle do aparelho.
Seção II
Dos requisitos de desempenho e aceitação
Art. 4º São condições dos procedimentos e equipamentos de tomografia computadorizada médica que inabilitam o seu uso:
I - equipamento sem modulação automática de corrente, para equipamentos  comercializados após a publicação desta Instrução Normativa;
II - equipamento sem protocolos pediátricos, caso sejam utilizados em pediatria;
III - equipamento sem indicação de CTDIW ou CTDIVOL e DLP, para equipamentos comercializados após a publicação desta Instrução Normativa; e
IV - equipamento sem relatório de dose em formato DICOM, para equipamentos comercializados após a publicação desta Instrução Normativa.

CAPÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS


Art. 5º Os serviços de saúde abrangidos por esta Instrução Normativa terão o prazo de 12 (doze) meses contados da data de sua publicação para adequação ao disposto nesta Instrução Normativa.
Art. 6º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.


WILLIAM DIB
Diretor-Presidente


Fonte: Diário Oficial da União