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2010 - Qualificação na saúde suplementar

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Com apresentação do então gerente de Relações com Prestadores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carlos Figueiredo, o 3º Seminário SINDHOSP/Fleury – Programa de Incentivo à Qualificação de Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar, ocorrido na sede do Fleury, em São Paulo, no dia 26 de outubro, destacou os objetivos do programa desenvolvido pela Agência sobre o tema e o cenário atual da saúde suplementar. 

“Torna-se especial a atenção para o processo de acreditação das entidades médico-hospitalares”, disse o presidente do SINDHOSP, à época, Dante Montagnana, na abertura do evento. Apesar da afirmação, ele destacou que a medida precisa levar em conta a estrutura de cada estabelecimento e que, devido às limitações, instituições menores não podem ser prejudicadas. “Tratamos de um tema muito importante para a busca contínua da sustentabilidade do setor. Discussão de indicadores, qualificação de prestadores de serviços são questões que contribuirão para o alinhamento da área”, afirmou Mauro Figueiredo, presidente do Grupo Fleury. 

Segundo Marco Antônio Antunes, da Fenasaúde, a qualificação é importante para a evolução do sistema, mas é preciso ter cautela na sua implantação. Visão compartilhada pelo então presidente da CNS, José Carlos Abrahão, que destacou o momento delicado do setor e enfatizou que apesar de classificar o sistema atual de saúde como injusto, considera que a sua reorganização necessita de bom senso. “Os prestadores estão maduros. O setor vem se profissionalizando com transparência e estamos falando de um programa ganha-ganha, uma necessidade que vem amadurecendo”, acredita o representante do Fleury, Rogério Rabello. 

Tratando dos objetivos do Programa de Qualificação de Prestadores da ANS, Carlos Figueiredo discorreu, inicialmente, sobre o papel do órgão no que tange ao estabelecimento de parâmetros de qualidade na assistência. O representante da ANS também destacou o quadro atual da saúde suplementar e os principais desafios do setor. Segundo ele há muita disparidade na qualidade dos serviços e faltam medidores e comparativos para efetivar protocolos, melhores práticas e minimizar erros adversos. “A qualificação também alinhará incentivos para melhorias na remuneração do prestador”, exclamou.

O Programa de Incentivo à Qualificação de Prestadores da ANS teria caráter indutor, voluntário e deveria estar alinhado com o Programa de Qualificação de Operadoras, já em andamento. Deveria trazer informações de indicadores assistenciais e valorizar as operadoras de planos de saúde de acordo com a sua rede credenciada. Incentivos como o lançamento de linhas de financiamento junto a instituições como BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil para a obtenção da acreditação também foram enaltecidos por Figueiredo. Prestadores acreditados deveriam contar com publicidade no site da ANS. 
O participante ainda abordou a atuação da entidade na busca por critérios mais claros na contratualização, com o estabelecimento de requisitos considerados indispensáveis nos contratos entre prestadores e operadoras de saúde. 

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