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2008 - Indicadores de saúde permanecem na pauta

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Realizado na sede do Fleury Medicina & Saúde, na capital paulista, em 7 de abril, o 2º Seminário SINDHOSP e Fleury reuniu 150 partcipantes. O tema abordado foi "Projeto SINHAS: Indicadores para a Construção do Futuro do Setor Saúde". O então diretor do SINDHOSP e do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, Fábio Sinisgalli, e Valdesir Galvan, do Hospital São Camilo, apresentaram os resultados alcançados por meio da participação no projeto SINHA. Jorge Padovan, do CPES, José Henrique Germann Ferreira, vice-presidente da ANAHP e Marcos Bosi Ferraz, então diretor de Relações Institucionais do Fleury também fizeram parte do encontro.

O presidente do SINDHOSP, à época, Dante Montagnana, foi representado pelo vice-presidente, Yussif Ali Mere Júnior. “O dia escolhido para o início da segunda fase do SINHAS não poderia ter sido mais oportuno: 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Este evento objetiva discutir os indicadores para a construção do futuro do setor. É a iniciativa privada mostrando que existem caminhos para vencer os desafios que se apresentam”, afirmou. Esta edição do seminário foi promovida pelo SINDHOSP, Fleury e pela ANAHP.

O primeiro projeto SINHA – Sistema Integrado de Indicadores Hospitalares ANAHP teve início em 2002, com a participação de 36 hospitais associados. Em 11 de fevereiro de 2008, os presidentes do SINDHOSP, Dante Montagnana, e da ANAHP, José Antônio de Lima, assinaram um termo de cooperação entre as instituições, ampliando-o para outros hospitais do Estado de São Paulo, transformando o SINHA em SINHAS – Sistema Integrado de Indicadores Hospitalares ANAHP/SINDHOSP. O CPES – Centro Paulista de Economia da Saúde, ligado à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), foi o órgão responsável pela metodologia, treinamento, coleta e tabulação dos dados do projeto. Por meio do programa, cada empresa recebia a tabulação dos seus próprios indicadores e a posição de sua instituição em relação ao grupo. As principais diretrizes do projeto eram o sigilo, a simplicidade na entrada das informações (via internet), permitir que a empresa participante inicie com um número mínimo de informações e a freqüência de coleta de dados (anual e trimestral). A classificação inicial dos indicadores fora dividida em quatro grupos: dados cadastrais, desempenhos operacional e econômico-financeiro e de qualidade.

O então diretor do SINDHOSP e coordenador do projeto SINHAS, Fábio Sinisgalli, exaltou a importância do encontro para que os gestores que ainda não trabalham com indicadores possam se conscientizar dos benefícios que um programa como esse traz para a empresa. “Trata-se de uma importante e imprescindível ferramenta de gestão, que proporciona um benchmarking transparente e ético, já que a confidencialidade dos dados é assegurada”, afirmou.

José Henrique Germann Ferreira, então vice-presidente da ANAHP, destacou a importância da parceria entre o SINDHOSP e a ANAHP para ampliar os indicadores, uma vez que a troca de informações é importante para a gestão hospitalar como forma de obter uma melhoria contínua e de qualidade. Ele ressaltou a necessidade de indicadores mais amplos, com uma participação cada vez maior dos hospitais. 

Cadastro, coleta e processamento dos dados 

Jorge Padovan, do CPES, responsável pelo processamento e tabulação dos dados do SINHAS, apresentou o programa e seus objetivos. A primeira fase do projeto SINHAS teve a participação de quatro hospitais, com o término da coleta em 4 de abril e avaliação prevista para o dia 11. A segunda fase previa a adesão de 26 hospitais, para o fechamento da pesquisa relativa ao ano de 2007. A meta era que fossem finalizadas as pesquisas do primeiro ao terceiro trimestre de 2008 até dezembro.

Cada hospital teria uma página específica de dados na internet para o cadastramento. Uma figura central seria designada pelo hospital como responsável pela coleta de dados dentro de cada departamento e alimentação do banco de dados na internet, feita em ambiente seguro. “Esse responsável é uma figura importante no processo, já que vai garantir a qualidade das informações junto ao CPES”, destacou Padovan. Após a alimentação do banco de dados, seira feita uma análise geral e a geração dos indicadores, sendo apresentada uma prévia de dados consolidados.

O hospital teria acesso a relatórios de análise executiva, com dados básicos e gerais, e de análise estratégica, com informações estratégicas reservadas. Por meio dos indicadores, o hospital conheceria, por exemplo, as tendências, obtendo seus números para comparação com outros hospitais. Cada indicador tinha o seu objetivo definido, sua interpretação, qual a fórmula de cálculo e o que se pretendia coletar dentro desse valor.

Hospital Nossa Senhora de Lourdes

Fábio Sinisgalli, diretor geral do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, instituição que fazia parte do Grupo Nossa Senhora de Lourdes, destacou a importância dos indicadores e benchmarking na gestão hospitalar. Segundo ele, os principais objetivos do projeto SINHAS eram: a troca de informações entre os hospitais, a orientação aos gestores hospitalares na tomada de decisões baseadas nas comparações e no referencial de mercado, monitorar o desempenho dos principais processos e resultados do hospital, garantir a qualidade da instituição através da melhoria contínua e padronizar a coleta e a fórmula de cálculo, garantindo a comparação confiável, ou seja, o benchmarking. "O SINHAS alinha a coleta e fórmula de cálculo, necessárias para a padronização”.

Outro ponto abordado por Fábio Sinisgalli foi a importância da meta para a instituição. “Somente o que é medido é gerenciado, o que não é medido, fica à deriva. O mercado exige níveis de qualidade cada vez maiores, custos mais baixos e condições de entrega cada vez melhores”, citando frases do professor Vicente Falconi Campos.

Fábio Sinisgalli encerrou a palestra citando dez motivos para um hospital se integrar ao projeto SINHAS: benchmarking, confidencialidade, troca de informações, controle de resultados, desempenho da instituição, melhoria da qualidade, melhoria da gestão, condução mais clara de planejamento, processo de certificação e integração entre os hospitais.

Hospital São Camilo SP

Valdesir Galvan, então diretor geral do Hospital São Camilo, demonstrou no evento como o Hospital São Camilo Unidade Pompéia trabalhava as informações geradas pelos indicadores no dia-a-dia, tanto na elaboração do planejamento estratégico como na comparação de alguns de seus indicadores com o mercado. “Os indicadores sozinhos não servem para nada, são apenas banco de dados. Eles devem ser organizados, atualizados, disponibilizados para toda a gerência do hospital, comparados dentro da instituição e com os demais hospitais”, analisou.

"Pela troca constante de informações com os hospitais, conseguimos aprimorar os processos internos. Sem indicadores, ficaríamos no escuro, sem saber para onde seguir e qual é a melhor saída. Com os indicadores, com certeza temos uma gestão mais tranquila, e o SINHA contribui muito para isso", finalizou. 

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