Só 1% dos hospitais têm normas rígidas contra as infecções

Apenas 1% dos hospitais seguem à risca normas que evitam infecções hospitalares, segundo dados coletados pela Anbio (Associação Nacional de Biossegurança) na literatura médica brasileira.

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Com isso, índice de contaminação em instituições do país pode chegar a 80% dos pacientes, afirma associação

Apenas 1% dos hospitais seguem à risca normas que evitam infecções hospitalares, segundo dados coletados pela Anbio (Associação Nacional de Biossegurança) na literatura médica brasileira.

Por isso, os índices de contaminação em hospitais podem chegar a 80% em algumas instituições de saúde.

Isso significa que, nos piores hospitais brasileiros, oito em cada dez pacientes são contaminados por micro-organismos e adquirem enfermidades diferentes daquelas que os levaram ao hospital.

A Anbio apresentou os dados no 7º Congresso Brasileiro de Biossegurança, em Joinville (SC). No mesmo evento, anunciou que implantará, a partir de janeiro, uma espécie de “ISO da biossegurança” emitido para hospitais.

Desde 1997, todos os hospitais do país são obrigados por lei a terem comissões internas e programas de controle de infecção hospitalar.

Apesar disso, 24% dos hospitais do Brasil ainda não contam com essas comissões, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Hoje, hospitais públicos e privados são visitados pela vigilância sanitária local, mas não há nenhum tipo de certificação.

Os procedimentos obrigatórios nos hospitais são, por exemplo, a higienização das mãos dos profissionais, da pele do paciente e dos instrumentais hospitalares.

Essas três atividades, quando mal realizadas, por desconhecimento ou excesso de trabalho, são as principais causas de infecção nos hospitais. O números de mortos chega a 100 mil ao ano.

“Mas isso são estimativas. Faltam dados sobre as contaminações”, diz Leila Macedo Oda, presidente da Anbio.

O infectologista da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Carlos Magno Fortaleza concorda. Ele faz parte de um estudo financiado pelo governo federal que está justamente atrás de dados oficiais sobre infecção hospitalar.

“O que se sabe é que os países em desenvolvimento têm uma taxa de infecção hospitalar cinco vezes maior do que os ricos”, diz Fortaleza.

“Iso dos hospitais”
Assim como no ISO fornecido às empresas, o certificado de biossegurança dos hospitais será emitido após uma auditoria da Anbio e será renovado a cada dois anos.

O custo disso vai variar de acordo com o tamanho e a complexidade das atividades realizadas por cada hospital.

“Mas será mais barato que os processos conduzidos por pacientes por causa de contaminação”, diz Oda.

“Discutimos a estrutura dos aeroportos para receber a Copa, mas esquecemos que os hospitais não estão preparados para receber etnias que vão trazer novos micro-organismos. Será uma loucura.”

Fonte: Folha de S. Paulo

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