Regra para emagrecedores atingirá 1 milhão

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender os anfetamínicos anfepramona, femproporex e mazindol e restringir o uso da sibutramina vai atingir 1,1 milhão de brasileiros.

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A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender os anfetamínicos anfepramona, femproporex e mazindol e restringir o uso da sibutramina vai atingir 1,1 milhão de brasileiros

O número é da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e leva em consideração o número de prescrições em 2010 divulgado pela Anvisa. Os emagrecedores à base de anfetamina terão que ser retirados das prateleiras em 60 dias, o que preocupa os médicos, que alegam ficar sem alternativas para o tratamento de pacientes obesos. Para evitar que a decisão se concretize, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se prepara para entrar com uma ação na Justiça Federal até a próxima segunda-feira.

Apesar de já ter sido anunciada, na manhã de ontem os conselheiros do CFM ratificaram a decisão de recorrer à Justiça na plenária da instituição. Eles aguardam a finalização da peça processual. O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, nega que haja motivos para se preocupar. “Os pacientes que precisam utilizar produtos, medicamentos para emagrecer contarão no mercado brasileiro com produtos que não são esses três”, defende. Segundo ele, os anfetamínicos já não eram os remédios de primeira escolha dos médicos. Dados da própria Anvisa, entretanto, revelam que, em 2010, foram feitas 2,4 milhões de prescrições dos três anfetamínicos e 1,9 milhão da sibutramina.

Integrante da Sbem, Ricardo Meirelles está confiante de que o conselho conseguirá uma liminar antes do prazo para a retirada dos medicamentos das farmácias. Ele afirma que o tempo dado pela agência reguladora para que sejam feitas adaptações ao tratamento não é suficiente. “Estamos realmente preocupados com esses pacientes porque só vamos ter a sibutramina e sabemos que nem todos respondem do mesmo jeito (à substância)”, lamenta. “Quem não responder à sibutramina ficará sem tratamento”, completa.

Fonte: Correio Braziliense
 

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