Presidente Prudente: Sindsaúde pleiteia o dobro de leitos em UTIs na região

Entidade quer pelo menos 100 vagas para atendimentos de alta complexidade no Oeste Paulista

O diretor regional do Sindsaúde (Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Saúde do Estado de São Paulo), Agenor Carvalho do Nascimento, vai apresentar na Conferência Regional de Saúde, que ocorre dia 5 de agosto, na Apea, em Presidente Prudente, uma proposta pedindo que o número de leitos de UTI seja dobrado na região.

Atualmente, segundo dados da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, existem, na região de Prudente, 54 leitos de UTI. Sendo 11, que atendem o Sistema Único de Saúde, na Santa Casa, e 30, no Hospital Regional de Prudente. O restante se divide entre leitos no Hospital Estadual do município e o Hospital de Dracena.

De acordo com Nascimento, esse número é totalmente insuficiente para atender a população regional. Ele destaca que alguns pacientes precisam ser levados para hospitais em Assis por não existirem vagas na região. “Esses dias eu estava na Santa Casa de Prudente e chegou uma paciente em estado grave que precisava ser internada na UTI e não tinha vaga. Isso é um absurdo. A pessoa não pode esperar”, ressalta.

Diante dessa necessidade, ele resolveu formular uma proposta que será apresentada na conferência regional, que vai solicitar aos governos Federal e Estadual um aumento no número de leitos de UTI. “Eu acredito que o número deve ser de no mínimo 100 leitos para atender de forma eficiente e sem espera quem precisa desse serviço”, destaca.

O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Martinópolis, Luiz Carlos Luchesi, também defende que o número de leitos de UTI deve dobrar na região. “Qualquer pessoa ligada à saúde sabe que o número de leitos existentes na região não é o suficiente para atender a demanda. Não critico a decisão que o governo tem de centralizar o atendimento, porém o número de leitos tem que ser maior”, menciona. Luchesi afirma que o paciente que necessita de tratamento intensivo em uma unidade não pode esperar por uma vaga. “Tem dias que o paciente espera uma hora por vaga, mas já teve caso que demorou 12 horas. Esse tempo pode ser crucial para a vida da pessoa”, expõe.

Justiça Federal – O procurador da República Tito Lívio Seabra há dois entrou com uma ação na Justiça Federal para obrigar o Estado a providenciar vagas nas UTIs para os pacientes da região. Ele conta que até hoje o processo está em andamento. “Entrei com ação pedindo mais 20 leitos de UTI geral em Prudente. Na época, foram apresentadas várias provas que comprovavam que eram necessários mais 20 leitos”, explica. Ele ressalta que a situação progrediu desde a entrada da ação. “No Hospital Regional fiquei sabendo que foram feitos mais dez leitos. Porém, ainda não é o suficiente porque entramos com pedido de 20 leitos. Entretanto, agora precisamos aguardar a decisão judicial”, finaliza.

O gerente administrativo da Santa Casa de Prudente explica que o hospital possui 18 leitos de UTI e que desses, 11 atendem o SUS. Ele também defende que 54 leitos para atender a região é um número muito baixo e que um aumento de, no mínimo, 30%, 40% é necessário e com urgência. “Não acredito que um aumento de 100% seja possível, mas o número deveria ser no mínimo de 80 leitos porque nós atendemos a demanda, mas de maneira sofrível. Se houver uma emergência é impossível atender. Só aqui na Santa Casa de Prudente seriam necessários mais dez leitos”, conta.

Outro lado – A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde afirma que na região de Prudente há disponíveis 54 leitos de UTI. Segundo eles, o número está de acordo com a portaria 1.101/2002 do Ministério da Saúde, que prevê que dentro do universo de leitos gerais, pelo menos 4% sejam destinados para Unidade de Terapia Intensiva.

A assessoria ressalta que, a última implantação de novos leitos aconteceu no final do ano passado, quando foi ampliado de 20 para 30 o número de leitos de UTI no Hospital Regional de Presidente Prudente.

Sobre a questão de transferência de pacientes para outra região, o Estado afirma não ter conhecimento de nenhum caso e se coloca à disposição para ouvir e analisar todas as propostas no sentido de melhorar o atendimento e a saúde.

Fonte: Oeste Notícias

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