MEC corta mais 2,8 mil vagas de cursos de saúde

O Ministério da Educação (MEC) cortou mais 2.794 vagas de 153 graduações na área da saúde, correspondentes aos cursos de Biomedicina, Nutrição e Fisioterapia, que apresentaram desempenho insatisfatório na última avaliação nacional. Eles obtiveram notas entre 1 e 2, em uma escala que vai até 5.

O ministério também vai supervisionar todas essas graduações. Entre os cursos, 17 estão em instituições de ensino no Estado de São Paulo.

As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União. É o terceiro anúncio de redução de vagas que o governo faz desde a divulgação dos resultados da avaliação deste ano.

No início desta semana, o MEC cortou 3.986 vagas de cursos de Enfermagem, Farmácia e Odontologia, pelo mesmo motivo. Antes, 514 vagas foram cortadas de cursos de Medicina.

No corte anunciado ontem, a maior baixa foi nos cursos de Fisioterapia: 74 deles perderam 1.211 vagas. Em Nutrição, 50 graduações terão de reduzir 772 vagas e, no caso de Biomedicina, 29 cursos ficam sem 811 vagas.

Todos os cursos apresentaram resultado insatisfatório no Conceito Preliminar de Curso (CPC), índice criado em 2008 e divulgado anualmente pelo ministério. O CPC serve para medir a qualidade dos cursos de graduação do País e vai de 1 a 5. As notas 1 e 2 são consideradas insuficientes.

O indicador é composto por diversos fatores, como as notas dos ingressantes e dos concluintes do curso no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), a titulação do corpo docente e a infraestrutura da instituição de ensino, entre outros elementos avaliados.

Motivos – Das instituições paulistas que tiveram cursos notificados e com vagas reduzidas, apenas duas têm unidades na capital e na região metropolitana: Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e Universidade Bandeirante (Uniban).

A FMU afirmou, em nota, que “o Complexo Educacional FMU aguarda o conceito definitivo do MEC sobre o curso para se pronunciar”.

Por sua vez, a Uniban, que teve cursos das unidades de São Bernardo do Campo, São Paulo e Osasco atingidos pelas medidas do MEC, diz em nota que foi “adquirida recentemente pelo Grupo Anhanguera Educacional” e que “já tem um plano de melhorias em execução”.

Além disso, a instituição afirma que “não poupará esforços para cumprir todas as exigências estabelecidas pelo ministério”.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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