GE Healthcare prevê crescer 20% este ano no país

Atuando desde janeiro de 2011 como uma unidade independente, a fabricante americana de equipamentos médicos GE Healthcare América Latina – que tem o Brasil como principal mercado – encerrou o ano passado com crescimento entre 25% e 30%. A previsão para este ano é aumento de 20% na receita.

A unidade brasileira representa cerca de um terço da receita de US$ 1 bilhão da GE Healthcare América Latina. Globalmente, a área de saúde da companhia americana fatura US$ 7 bilhões.

?Agora, temos mais autonomia para desenvolver estratégias específicas para o país. Desenvolvemos equipamentos médicos e formas de pagamento de acordo com a demanda brasileira?, disse Rogério Patrus, presidente da GE Healthcare América Latina há um ano.

A aquisição de equipamentos como raio-x, ressonância, mamógrafos, entre outros, pode ser feita com cartão de crédito corporativo e financiamentos. Cerca de 70% das compras são fechadas com financiamentos de bancos privados ou por meio da financeira do grupo GE, a Health Financial Service (HFS). Um dos nossos esforços é nacionalizar cada vez mais os equipamentos para que os financiamentos possam ser feitos também pelo BNDES, explicou Patrus.

Em 2010, a GE Healthcare inaugurou uma fábrica em Contagem (MG), cujo investimento até 2015 será de US$ 50 milhões, mas uma boa parte das peças ainda é importada. ?Já temos equipamentos com conteúdo 100% nacional como o raio-x digital, por exemplo?, disse Daurio Speranzini Junior, vice-presidente da GE Healthcare. Com a maior demanda no mercado brasileiro, a expectativa é que o faturamento da fábrica de Contagem triplique já este ano.

O crescimento da GE Healthcare acompanha o desempenho do setor de saúde. Os hospitais de São Paulo, por exemplo, estão investindo mais de R$ 2 bilhões para ampliação de suas instalações e, consequentemente, estão adquirindo novos equipamentos médicos. Outro grande cliente são os laboratórios de medicina diagnóstica. Em novembro, a Dasa anunciou a compra de 70 equipamentos orçados em US$ 22 milhões. A demanda acompanha o crescimento do setor de planos de saúde, que hoje conta com 47 milhões de pessoas com convênios médicos. Nos últimos cinco anos, o setor ganhou 10 milhões de beneficiários, impulsionado, principalmente, pelo aumento no número de pessoas com carteiras de trabalho assinadas. Mais de 60% dos planos de saúde são empresariais, ou seja, concedidos pelos empregadores como benefício aos funcionários.

Para atender o mercado brasileiro, a GE Healthcare também flexibilizou os contratos. Os hospitais e laboratórios podem comprar ou alugar os equipamentos.

Fonte: Valor Econômico

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