Erros motivam investigação em hospital do RJ

Entre os problemas observados nos últimos dias no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes está o de uma paciente que teve morte decretada por engano

A Secretaria de Saúde do Rio instalou um gabinete de crise no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, a maior unidade de atendimento de emergência de traumas do Estado, e determinou auditoria para revisar prontuários médicos e procedimentos da unidade.

A medida foi tomada após uma série de erros médicos – um deles é o caso de uma mulher dada como morta e encontrada viva na câmara frigorífica no necrotério do hospital, no sábado. Ela está internada em estado grave.

O secretário Sérgio Côrtes esteve na unidade, em Saracuruna, na Baixada Fluminense, para acompanhar a instalação do gabinete de crise – 17 servidores foram desviados da secretaria para trabalhar ali. Ele negou que a medida seja uma intervenção no hospital, em processo de acreditação (avaliação e certificação da qualidade dos serviços). “Não faço intervenção em unidade própria. Eu troco o diretor. Houve erros e estamos apurando se foram individuais ou se são falhas de processo. Meu objetivo não é só punir os envolvidos, mas assegurar que os erros não voltem a acontecer”, afirmou.

Os problemas no Adão Pereira Nunes – que faz 600 atendimentos diários, entre grandes emergências e pronto-atendimento, e tem mil pacientes internados – começaram a ficar evidentes na semana passada, quando Gabriel Santos de Sales, de 21 anos, caiu da laje de sua casa.

Levado para o hospital, ele não foi atendido porque o tomógrafo estava em manutenção. Com traumatismo craniano, precisou percorrer 88 km de ambulância, durante 7 horas, até chegar ao Hospital Municipal Salgado Filho, na zona norte do Rio.

No sábado, Rosa Maria Celestino de Assis, de 60 anos, internada com pneumonia, teve a morte decretada por um médico do hospital. Foi deixada por duas horas em um saco plástico no frigorífico do necrotério, até ser encontrada com vida. O médico não havia preenchido o prontuário da paciente, o que dificulta a investigação do episódio. Ele pediu demissão e o caso foi encaminhado para o Conselho Regional de Medicina (CRM).

Anteontem, Calistrano Martins, de 87 anos, morreu dentro do carro, em frente ao hospital. A família disse que ele esperou 20 minutos pelo atendimento. A secretaria informou que o circuito interno de câmeras registra apenas 3 minutos de intervalo entre a chegada do paciente e o atendimento por enfermeiro. Mas ressaltou que o caso está sendo investigado pela polícia.

Segundo o diretor Manoel Moreira, o hospital está sobrecarregado por conta do fechamento de outras unidades na Baixada Fluminense.

Fonte: O Estado de S. Paulo
 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

doze + 13 =

Há 20 anos representamos hospitais, clínicas, laboratórios e outros estabelecimentos do setor privado de Saúde no Estado de São Paulo

SINDICATOS

Rolar para cima