Desvio de remédios da rede pública é investigado

Drogas com valor unitário de até R$ 6,3 mil seriam revendidas a hospitais privados

A Secretaria da Casa Civil paulista revelou ontem que investiga o desvio de remédios da rede pública para hospitais privados. Trata-se de produtos para tratamento de câncer e de pacientes transplantados. O preço de cada unidade pode chegar a R$ 6,3 mil.

São investigados 2 hospitais estaduais, 15 particulares e 2 distribuidoras. Em um mês, houve a apreensão de 61 caixas de Avastin, MabThera e Glypressin, avaliadas em R$ 200 mil. Suspeita-se que eles tenham sido furtados ou roubados de dois hospitais públicos da capital. As distribuidoras receberiam os produtos e os revenderiam à rede privada por preço inferior ao de mercado.

“A negociação era feita em pequenas quantidades e, em muitas situações, as compras ocorriam por meio de um portal de vendas de medicamentos que anunciava e o hospital interessado fazia a compra”, explicou Gustavo Ungaro, presidente da Corregedoria-Geral da Administração, vinculada à secretaria.

Remédios foram identificados em pelo menos quatro hospitais. A confirmação, segundo Ungaro, ocorreu em um estabelecimento da capital, outro da Grande São Paulo e em dois de Brasília. “Consultou-se o fabricante e se comprovou que, de fato, aquele remédio foi adquirido pelo Estado de São Paulo para uso na rede pública.” Também são investigadas unidades no Rio.

Os nomes dos hospitais investigados são mantidos em sigilo. A secretaria informou ontem o nome de uma das duas distribuidoras investigadas: a Benetton, situada em São Caetano do Sul. “Agora vamos ver se pode ter havido obtenção mediante roubo ou furto ou se foi desvio praticado por pessoal das unidades (públicas) de saúde”, disse Ungaro.

O advogado Roberto Bernardinelli, da Benetton, negou envolvimento da empresa e afirmou que fornecerá as notas fiscais de compra dos medicamentos.

Em março, a secretaria havia apreendido 30 caixas da remédios avaliados em R$ 160 mil. Supostamente desviados da rede pública, foram apreendidos em hospitais da capital, Grande São Paulo e Rio.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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