Cliente de plano coletivo pode migrar sem carência

Segundo órgãos de defesa do consumidor, no primeiro dia da norma, site da ANS dificultou a troca

No primeiro dia das novas regras que facilitam a troca de convênio sem carência em planos coletivos por adesão, os clientes tiveram dificuldades para escolher o novo plano, segundo órgãos de defesa do consumidor.

Esse tipo de plano é contratado por entidades como sindicatos e associações.

O guia de planos de saúde da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) estava confuso e pode limitar a procura pelo novo serviço.

No guia está a lista de quais convênios estão na mesma faixa de preço do atual plano do cliente, informação fundamental para que ele possa pedir a mudança para a entidade.

Além da lentidão do sistema, que chegou a ficar fora do ar ontem, as entidades criticaram a burocracia da página que, segundo elas, pede uma grande quantidade de dados e não explica com clareza quais são os benefícios das operadoras que se encaixam na possível troca.

Para a supervisora institucional da Pro Teste, Polyanna Carlos Silva, as informações pedidas ao consumidor são muito técnicas. “Não achei os dados que pedem na minha carteirinha do convênio. Até eu, especialista, fiquei confusa.”

A portabilidade já era possível para planos individuais e familiares desde abril de 2009. Planos empresariais não entram na norma.  A regra é válida apenas para os planos contratados a partir de 1999.

Ao todo, 13,1 milhões de pessoas podem fazer a mudança (28% do total). Apenas 5.000 mudaram desde então.

Quem possui planos anteriores a 1999 pode fazer uma adaptação para planos novos a partir do dia 4 de agosto. Depois de adaptado, também pode fazer a migração.

Fonte: Folha de S. Paulo

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