Bebê morre ao receber leite materno na veia por engano

Alimento deveria ter sido dado ao recém-nascido por uma sonda no nariz

Um bebê com 13 dias de vida morreu na manhã de anteontem no Hospital Municipal e Maternidade Professor Mario Degni, no Rio Pequeno (zona oeste de SP), vítima de erro médico, segundo informações da polícia.

O bebê deveria receber leite materno por uma sonda no nariz, mas 10 ml do alimento foram aplicados na veia do recém-nascido. Kauê Abreu dos Santos nasceu no último dia 25 e estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da unidade. Jovenita de Abreu, 32, mãe da criança, ia todos os dias ao hospital para retirar o leite. O bebê recebia o soro por uma veia do pescoço e o leite pela sonda.

Ela diz que, no dia da morte, duas médicas e um médico disseram que ele havia morrido devido a uma hemorragia. Ela foi informada de que Kauê começou a ter complicações respiratórias e cardíacas por volta das 2h30 e morreu cinco horas depois. Quando os documentos sobre a morte ficaram prontos, ela e o marido, o encarregado de produção Admilton dos Santos, 31, foram chamados de novo.

“Um médico disse que queria dormir com a consciência tranquila e falou o que aconteceu”, disse a mãe.

Procurada, a Secretaria Municipal da Saúde admitiu o erro e disse que uma auxiliar de enfermagem foi demitida. Roberto Moraes, delegado do 51º DP (Butantã), diz que o hospital ainda não passou os nomes dos integrantes da equipe que trabalhava no momento do erro.

Segundo ele, dois médicos, uma enfermeira-chefe e cinco auxiliares estavam atuando. O caso foi registrado como homicídio culposo (sem intenção de matar).

Segundo Maria de Jesus Harada, professora de enfermagem da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), houve erro médico. “O procedimento de aplicar leite na veia não existe.”

Prefeitura diz que auxiliar foi demitida

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde afirma que uma auxiliar de enfermagem envolvida no erro que resultou na morte do bebê foi demitida. O nome da funcionária não foi divulgado. A pasta também diz que “considera inaceitável esse tipo de ocorrência” e que a direção do hospital está à disposição da família para outros esclarecimentos.

Ainda de acordo com a pasta, que lamentou a morte do bebê, foi instaurado um processo administrativo na unidade de saúde para “apurar todos os procedimentos adotados” pelos funcionários.

Fonte: Folha de S. Paulo

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