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Educação financeira: a sustentabilidade dos indivíduos e das empresas

Educação financeira: a sustentabilidade dos indivíduos e das empresas

04/10/2018

Segundo o Banco Central do Brasil, Educação Financeira é um processo pelo qual os indivíduos e as sociedades melhoram sua compreensão dos conceitos e produtos financeiros. Com informação, formação e orientações claras, as pessoas adquirem os valores e as competências necessárias para se tornarem conscientes das oportunidades e dos riscos a elas associadas e então fazem escolhas bem embasadas, sabem onde procurar ajuda e adotam ações que melhoram seu bem-estar. Assim, a educação financeira é um processo que contribui, de modo consistente, para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis e comprometidas com o futuro. Um indivíduo com a vida financeira em dia produz mais e melhor, além de valorizar seu trabalho. 

Fazendo um paralelo com as empresas, o aparato se traduz na compreensão dos produtos e serviços financeiros disponíveis, como lidar com eles, ter conhecimento para compreender as características, os riscos e as oportunidades envolvidos em cada decisão, controlar suas receitas e despesas e saber onde as influências externas afetarão seu negócio. Uma empresa com a vida financeira em dia é mais produtiva, rentável e tem sua sustentabilidade garantida. 

Existem três palavras básicas na educação financeira: planejamento, orçamento e controle.  As empresas devem controlar os recursos através de orçamentos e planejamento com acompanhamento diário de um fluxo de caixa, começando com os recebimentos, menos todas as despesas necessárias para a obtenção destes. Assim, as surpresas ou imprevistos poderão ser melhor enfrentados e com escolhas de menor custo.

Estamos justamente no momento adequado para pensarmos em 2019 e em como planejar o orçamento do próximo ano. É necessário um histórico de despesas e receitas de 2018 e algumas premissas, expectativas para o futuro:  qual saldo a empresa terá no início do exercício, haverão aumentos de receita?  Em que percentual? Quais serão as despesas, que taxa de inflação a ser acrescida sobre elas? Há projetos novos que demandarão recursos financeiros que devem ser previstos? Quais fatores externos poderão afetar seu negócio no próximo exercício? Será necessário rever a opção tributária escolhida?

Com tantas incertezas na área política e econômica no país é importante que a gestão financeira tanto nas empresas quanto na vida das pessoas esteja em ordem a fim de que as influência externas causem menos danos possíveis ao desenvolvimento.

 

Por Denise Bezerra, gerente de controladoria da FEHOESP, e Massao Hashimoto, consultor contábil do IN$truir.