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Código de ética para estudantes de medicina é lançado pelo CFM

Código de ética para estudantes de medicina é lançado pelo CFM

17/08/2018

O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou o novo código de ética voltado para estudantes de medicina. O documento começou a ser elaborado há dois anos e aborda temas como organização de trotes, respeito ao sigilo médico e ao paciente, uso ético de cadáveres e combate ao assédio moral.

Entre os pontos abordados no documento, está a questão dos trotes violentos, que trazem problemas para os estudantes já no primeiro ano de curso e podem se repetir nas turmas seguintes, caso sua realização não seja combatida.

O código de ética não determina o fim do processo de recepção dos novos alunos, mas recomenda que ele seja realizado "em um ambiente saudável e não violento". Também recomenda que o aluno se posicione de forma contrária a qualquer tipo de prática de violência, seja ela física, psíquica ou sexual.

O sigilo médico é citado no documento, assim como o respeito ao paciente, que deve ser tratado com empatia, e o cuidado durante o atendimento. "Destaca como dever do estudante dedicar sua atenção ao atendimento ministrado, evitando distrações com aparelhos eletrônicos e conversas alheias à atividade", diz o manual.

As novas plataformas tecnológicas são abordadas no documento, que inclui um tópico sobre o uso do WhatsApp: " Permite o uso de plataformas de mensagens instantâneas para comunicação entre médicos e estudantes de medicina, em caráter privativo, para enviar dados ou tirar dúvidas sobre pacientes".

Em relação aos cadáveres utilizados em estudo, a recomendação é que os estudantes desenvolvam uma relação de respeito no todo e com as partes que são usadas no processo de aprendizado.

Segundo o CFM, além dos conselheiros do conselho, representantes de outras entidades participaram da elaboração do código de ética, como a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil (AEMED-BR), a Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM) e a Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM).

 

Fonte: O Estado de S. Paulo