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Laboratórios atentos ao risco de desabastecimento

Laboratórios atentos ao risco de desabastecimento

15/08/2018

Alguns laboratórios de análises clínicas e bancos de sangue podem ter sentido falta de componentes essenciais para exames e procedimentos. A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) enviou carta à Anvisa para alertar sobre o risco de desabastecimento. "Entre os exames que serão prejudicados estão dosagem de glicemia, hemoglobina glicada (ambos importantes para o diagnóstico e monitoramento de diabetes), exames de compatibilidade usados em avaliação de transplantes e monitoramento de pacientes transplantados, como controle de infecções e dosagem de medicamentos imunosupressores”, enumera Shcolnik, presidente da entidade. Segundo ele, os laboratórios de pequenos e médio porte e hemocentros, que não costumam ter estoques de segurança, já sentem os efeitos do desabastecimento.   

O problema vem sendo acompanhado por entidades e de acordo com a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL) providências estão sendo tomadas em parceria com a Anvisa para regularizar a situação. O problema foi causado, segundo a Câmara, pela mudança de procedimentos por parte da Anvisa na área de Portos e Aeroportos que causou a "retenção de diversos produtos durante o processo de liberação das importações em função de divergência nos prazos de validade dos kits de diagnóstico quando comparado com o registrado junto à Anvisa".  

De acordo com a agência reguladora,  uma atualização de procedimentos de análise para importação de produtos foi feita por meio da Orientação de Serviço 47 (OS 47). A nova OS detalha os procedimentos para importação de produtos sujeitos à vigilância sanitária, que foram simplificados pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 208, de janeiro deste ano. Segundo a Anvisa, a medida reduziu algumas etapas no processo de importação e deve ter um impacto positivo no custo de armazenagem dos produtos.  

Os problemas ocorreram até recentemente, mas um trabalho conjunto da CBDL com a agência esclareceu as características dos produtos da área de diagnóstico in vitro, que têm kits com prazos menores do que o registrado, já que o componente com menor validade neste kit determina a sua validade final. Além disso, problemas relativos à atualização de dados no sistema de registro da ANVISA e que não permitiam a visualização pelos servidores de Portos e Aeroportos no momento da liberação foram detectados e estão sendo sanados. Foi feito acordo com a área de registros para realizar uma força-tarefa durante 90 dias, para que todos os processos de extensão de validade (para os casos superiores ao atualmente registrado) sejam avaliados rapidamente. 

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Da Redação