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HC Talks revela bastidores da crise de febre amarela em SP

HC Talks revela bastidores da crise de febre amarela em SP

25/05/2018

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) teve um papel fundamental durante a crise e febre amarela que atingiu o Estado no começo do ano.

Beatriz Perondi, coordenadora do Plantão Controlador do Complexo HC, contou durante o evento HC Talks, promovido na Hospitalar, que somente nos meses e janeiro e fevereiro o hospital intenou 135 pessoas com diagnóstico confirmado para febre amarela, sendo que 56 vieram a óbito, sendo 25% delas em menos de 24 horas.

Perondi ressaltou que o HC atendeu ao pedido da Secretaria Estadual de Saúde para prestar um atendimento focado, uma vez que o complexo possui uma equipe especializada em planos de desastres. "O objetivo do grupo é atender o maior número de pessoas da melhor forma possível, criando estratégias com uma comunicação rápida entre as áreas, e realizando ações e decisões com agilidade".

A coordenadora contou ainda que voluntários se sensibilizaram com a situção que o Estado atravessava e muitas vezes se prontificaram a trabalhar em jornadas médicas e de enfermagem sem receber nada. Para ela, um dos diferenciais que trouxeram resultados na qualidade do atendimento ao paciente foi o cuidado dispensado com a equipe de trabalho. 

"Prestamos atendimento psicológico para funcionários, agindo com protocolos de avaliação de fadiga e desgaste emocional, sobrecarga de horas extras e contenção de estresse. Em alguns casos trabalhamos com terapias individuais e afastamentos", conta.

 

Por Rebeca Salgado

FOTO: Leandro Godoi