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Segurança do paciente é destaque em simpósio

Segurança do paciente é destaque em simpósio

25/05/2018

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) realizou nesta sexta-feira, dia 25, durante a 25ª Hospitalar, na capital paulista, o I Simpósio de Farmácia Hospitalar. 

O evento abordou temas como acreditação e rastreabilidade, radiofarmácia, segurança do paciente e a importância do farmacêutico na equipe multidisciplinar. 
Ana Paula Giorgenon, avaliadora da metodologia da Organização Nacional de Acreditação (ONA) no Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde (Ibes), ressaltou que o processo de rastreabilidade de equipamentos e medicamentos são essenciais para os estabelecimentos de serviços de saúde e contribui para a assistência eficaz no cuidado com o paciente.

Os avanços no desenvolvimento dos radiofármacos utilizados em medicina nuclear conduziram à regulamentação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, consequente, à necessidade de aprimoramento e capacitação técnico-científico dos profissionais atuantes na área. “No hospital suas funções estão relacionadas ao planejamento, preparo e controle de qualidade de radiofármacos utilizados no diagnóstico e terapia”, explicou Ana Claudia Camargo Miranda, pesquisadora do grupo de Imagem Molecular do Instituto do Cérebro e coordenadora de pós-graduação em Radiofarmácia do Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein
Tiago Arantes, farmacêutico da Divisão de Farmácia do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), disse que o envolvimento do farmacêutico pode ajudar a reduzir a incidência dos eventos adversos relacionado ao uso de medicamentos. “Este profissional deve trazer as diretrizes de como se prevenir, tratar, identificar e analisar um evento adverso.” 

Ele também comentou que a principal estratégia para evitar os erros de medicamento é uma equipe multidisciplinar efetiva e a agilidade em fazer comunicação dos mesmos. “É fundamental a participação do profissional farmacêutico nesta equipe, pois, apesar do trabalho ser a multidisciplinar, a responsabilidade pela ocorrência de um evento adverso associado ao uso de medicamentos é dele. Com isso é possível minimizar toda a problemática que envolve a segurança do paciente.”

 

Por Fabiane de Sá
Foto Leandro Godoi